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Contém spoilers: Episódio final de American Horror Story 1984 é um dos melhores desfechos da série

Emma Roberts American Horror Story

Temporada prestou tributo ao terror thriller. (Imagem: Divulgação)

Ao longo dos anos, nos acostumamos com a fórmula frenética de American Horror Story. Recursos expressivos como o ritmo e a linearidade temporal são usados às avessas, com reviravoltas a todo momento e bastante uso inteligente do elemento surpresa. Num tempo onde todos os gêneros tentam e não conseguem fugir daquilo que o público espera, é justamente a série que possui no título o gênero mais desgastado quem consegue fazer o público não esperar.

Na temporada deste ano, American Horror Story conquistou uma façanha difícil para séries que estão por tanto tempo no ar. Nunca o frenesi de personagens, motivações e linhas do tempo foi tão bem amarrado quanto agora. Ryan Murphy e sua equipe de roteiristas entregaram um produto coeso, onde a abertura e a consequência de cada conflito está milimetricamente demarcada e executada.

Se durante a primeira metade da temporada presenciamos um típico tributo aos filmes thriller, dentro dos padrões normais de montagem, na metade seguinte a sucessão de arcos se encaixou perfeitamente em sequências e blocos que moviam o plot principal para frente sem a necessidade de desperdiçar um segundo sequer de tempo de tela com raccords narrativos ou mesmo estéticos.

Um desfecho digno

Os últimos três episódios, em especial, foram verdadeiros carrosséis de pontuações bem colocadas e objetivos pessoais especificados para que esta seja, de longe, a temporada com menos furos de roteiro. É claro que nós ainda gostaríamos que nem tudo nos fosse entregue de maneira tão direta nos diálogos, e que a expressão “final girl” não tivesse sido dita três vezes num espaço tão curto de tempo. Mas estamos falando sobre televisão, uma plataforma para as massas, e todos nós adoramos nossas porcarias americanas enlatadas.

Quanto à questão final proposta pelos roteiristas ao longo de toda a season finale, deixaremos apenas uma constatação. Ryan Murphy, em entrevista ao portal Deadline, revelou que a personagem de Lily Rabe retirou de Leslie Grossman a chance de ser a final girl, provavelmente se referindo à cena onde a personagem da primeira impede o último desejo por sangue da segunda.

A internet, no entanto, discorda. As duas mulheres vivas teriam mais credibilidade para serem taxadas de final girl do que as fantasmas. E nós discordamos da discordância. Ryan Murphy estava certo na sua afirmação porque, embora as outras personagens vivas de Emma Roberts e Angelica Ross tenham sobrevivido, os seus sentimentos de trauma e de culpa não as permitiram que vivessem tão felizes quanto viveu a dama de branco. E porque, para além do aspecto narrativo ou do status de vida, Lily Rabe também foi finalista no aspecto técnico. Não há como negar. Foi dela propositalmente a última personagem feminina a aparecer na câmera!

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