Bravura Indômita
True Grit
EUA, 2010 – 110
Faroeste
Direção: Joel Coen e Ethan Coen
Roteiro: Joel Coen e Ethan Coen, baseado em livro de Charles Portis
Elenco: Jeff Bridges, Matt Damon, Josh Brolin, Doomhall Gleeson, Barry Pepper e Hailee Steinfeld.
Hollywood últimamente está carente de grandes filme e especialmente de grandes faroestes.  Como esperado os Irmãos Coen conseguem trazer uma nova obra de altÃssima qualidade e com grandes interpretações.
O pai de Mattie Ross (Hailee Steinfeld), de apenas 14 anos, foi assassinado a sangue frio por Tom Shaney (Josh Brolin). Em busca de vingança, ela resolve contratar um xerife beberrão, Reuben J. Cogburn (Jeff Bridges), para ir atrás dele. Inicialmente ele recusa a oferta, mas como precisa de dinheiro acaba aceitando. Mattie exige ir junto com Reuben, o que não lhe agrada. Para capturar Shaney eles precisam entrar em território indÃgena e encontrá-lo antes de La Boeuf (Matt Damon), um policial do Texas que está à sua procura devido ao assassinato de outro homem.
Como sempre Jeff Bridges está excelente em seus papeis, e na pele de Cogburn não é diferente. Bridges vive o federal/justiceiro de forma memorável, com seu tapa olho, sotaque indecifrável e tudo que anti-herói canastrão de faroeste tem que ter. Mesmo não sendo o personagem que ostenta a Bravura Indômita do titulo com certeza Cogburn tem muito de bravura.
Hailee Steinfeld está rodeada de monstros do cinema como Bridges e Brolin,  mas não se deixa intimidar na pele da garotinha com rosto de inocência, porém com espÃrito e coragem de uma grande mulher.
Mesmo eu não achando Matt Damon um grande ator ele me supreendeu no papel do Texas Ranger La Boeuf, que se mostrou tão competente em um papel tão diferente dos que tem feito. Apenas Brolin, que não chega a apagar sua estrela de grande ator, porém tem um papel tão diminuto, que não consegue marcar como o nome de seu personagem que é lembrado durante o filme todo.
Mas o mérito de todo o filme se encontra na direção minuciosa dos Irmãos Coen junto a fotografia de Roger Deakins, que consegue transformar e dar vida a cada ambiente, seja ele uma cabana claustrofobico ou o vasto sertão Califórniano.
O filme se passa em um tempo difÃcil onde crianças tem que trabalhar, agir e pensar como adultos para sobreviver. Tudo é movido pelo dinheiro, o pouco vale muito e o muito não vale nada. O roteiro dos Coen transcreve tudo isso junto ao clima tenso, seco e sujo da época.
Li de um grande critico brasileiro uma crÃtica que me fez pensar que mesmo o filme sendo incrÃvel, acho que o Brasil ainda não está preparado para filmes com tamanha qualidade. O que vinga aqui são apenas comédias bobas sem nenhum esforço mental para entender o intimo de seus personagens e a complexidade de suas historias.
