Se você acha que o mito da Caveira de Cristal e tudo ficção e surgiu somente agora no quarto filme de Indiana Jones, você está muito enganado. As Caveiras de Cristal são reais.
Não estou afirmando que elas tenham sido trazidas do espaço e confeccionadas por ET e quem as tiver terá conhecimento absoluto, mas elas realmente existem.
O primeiro crânio foi descoberto em 1 de janeiro de 1924, pela filha adotiva do aventureiro Frederick Albert Mitchell-Hedges, enqunto escavava Lubaantun, uma cidade maia do sul do Belize. Anna Mitchell-Hedges viu um objeto brilhante que cintilava entre as pedras da pirâmide, no dia de em que ela completava 17 anos, então retiraram rochas suficientes para alcançar o objeto. E para a supresa de todos era um "crânio de cristal".
Este crânio de cristal também conhecido como o "Skull of Doom" ("Crânio do Juízo Final") é feito de quartzo claro mede aproximadamente 5,25 polegadas de altura e pesa mais ou menos 11 libras. E por ser uma peça realmente fantastica surgiu muitas lendas e histórias sobre elas.
Outras caveiras
O crânio de Mitchell-Hedges é indiscutivelmente a caveira de cristal mais famosa, mas várias outras já foram descobertas. A maioria não tem a mesma história, mas todas elas são únicas.
A caveira de cristal do Museu Britânico existe há pelo menos o mesmo tempo que a de Mitchell-Hedges, e em 1936, foi comparada com ela por G. M. Morant. Ela também possui tamanho real, mas não é tão detalhada. Tem os buracos dos olhos mais arredondados e o maxilar não é solto, além de ser feita de quartzo nublado. Morant acreditava que as caveiras não eram feitas independentemente umas das outras, mas não tinha provas disso.
A caveira adquirida pelo Museu Britânico veio da Tiffany & Co., em 1898. Ela supostamente veio do México e se tornou propriedade de Eugene Boban, um negociador de arte francês, antes da Tiffany’s comprá-la. Em 1990, o museu colocou a caveira em uma exposição chamada "Fake? The Art of Deception" (Falso? A Arte da Decepção). A legenda menciona "possível origem asteca, primórdios do período colonial". O Museu Britânico também tem uma caveira de cristal menor e mais rústica chamada de caveira asteca.
A caveira de Paris, que já foi considerada asteca, é mantida pelo Museu do Homem (Musée de l’Homme). Ela é mais rústica do que a caveira do Museu Britânico e possui uma fenda no topo, supostamente para abrigar uma cruz. Tem a metade do tamanho das outras duas, pesa quase 3 kg e mede cerca de 12 cm de altura e 15 cm de comprimento. Alphonse Pinart a comprou de Eugene Boban em 1878 e a doou ao museu, que também tem uma caveira de cristal muito pequena com cerca de 4 cm de comprimento.
Em 1992, o Museu Nacional de História Americana da Instituição Smithsonian recebeu uma caveira de cristal pelo correio. Ela é maior do que uma real, pesa pouco mais de 15 kg e mede 23 cm de altura por 20 cm de comprimento. O bilhete anônimo, que veio com a caveira, dizia que ela era uma "caveira de cristal asteca" e que havia sido "comprada na Cidade do México em 1960". Ela é oca, feita de cristal branco leitoso e é rusticamente esculpida, em comparação com algumas das outras caveiras.
Porém essa não são as únicas, existem várias outras caveiras, mas há pouca informação que possa ser verificada sobre elas:
Max, a "caveira de cristal do Texas", é uma peça única e transparente da Guatemala. Ela pertence à Jo Ann Parks, que começou a exibi-la nos anos 80;
"ET" é uma caveira de cristal esfumaçado supostamente descoberta em 1900, de propriedade de uma família da América Central. O crânio é pontiagudo e possui uma oclusão defeituosa. É de propriedade de Joke van Dieten, que também possui vários outros exemplares;
Uma caveira de cristal de ametista chamada "Ami" foi supostamente encontrada em meados de 1900. Ela possui uma linha branca irregular ao redor da circunferência e acredita-se que seja maia;
"Sha-na-ra" é transparente, pesa cerca de 6,5 quilos e é de propriedade de Nick Nocerino, que diz ser um especialista em pesquisa de caveiras de cristal. Ele afirma que ela foi encontrada no México.
Além dessas, existem várias pequenas caveiras (3 cm de diâmetro) em museus, consideradas astecas ou mistecas, com furos verticais ou horizontais. Essas pequenas caveiras de cristal foram provavelmente usadas como colares.
Ets e o po
deres miticos
Reza o mito que 13 crânios de cristal foram criados pelos magos de uma tribo da América Central, muito antes do Nascimento de Cristo. Apesar das inúmeras investigações feitas até hoje, nunca se conseguiu descobrir qual o nome da dita tribo.
Segundo as lendas, os crânios têm capacidades curativas e são capazes de aumentar as capacidades de qualquer poder, servindo como uma espécie de “baterias” místicas. Algumas fontes também defendem que os crâneos podem ser usados para ver o futuro, mas não há confirmação disso.
Algumas teorias dizem que, se uma pessoa consegue acessar as informações de um crânio, pode igualmente obter dados de outro, pois todos se comunicariam entre si. Existem mesmo aqueles que afirmam que, dessa ordem superior dos 13 Crânios de Cristal mais antigos e poderosos, pode surgir uma nova era. Alega-se que, colocados juntos, os Crânios manifestariam suas propriedades e habilidades, uma específica para cada crânio, e juntos proporcionariam a toda a humanidade a descoberta definitiva de seu potencial, tornando esse conhecimento acessível a todos.
Durante a Segunda Guerra Mundial, os Nazistas tentaram apoderar-se do maior número possível de Crânios de Cristal, sendo possível que tenham capturado pelo menos 8 deles (que se encontravam espalhados por inúmeros museus da Europa). Presume-se que ainda estejam na posse do regime Nazistas.
Espiões da URSSS adquiriram mais 2 na América do Sul, durante os anos 50, mas o actual paradeiro deles é desconhecido. Todos os registos foram destruídos durante a Revolução de 1998, juntamente com o edifício que albergava o arquivo do KGB.
Aqueles que acreditam no poder das caveiras de cristal já fizeram afirmações fantásticas sobre suas capacidades. Anna Mitchell-Hedges afirma que a sua caveira foi usada em curas, mas nunca especificou nada. A proprietária da caveira “ET” acredita que ela tenha ajudado na cura de seu tumor cerebral. Muitas pessoas que encontraram as caveiras de cristal mais conhecidas as descrevem como capazes de emitir uma forte “energia psíquica.”
Mitchell-Hedges só permitiu que a sua caveira deixasse as suas mãos uma vez, em 1970. O restaurador de arte Frank Dorland estudou a caveira durante seis anos. Ele afirmou ter ouvido sinos tilintando e o som do canto de um coral. Dorland também disse ter visto uma aura ao redor da caveira e ser capaz de ver imagens quando olhava fixamente para ela.
Alguns "fãs" das caveiras apontam as propriedades piezoelétricas(fenômenos elétricos observados em cristais) do cristal de quartzo como uma prova do poder delas. Eles dizem que elas funcionam como grandes chips de computador que gravaram a história da Terra, ou até mesmo mensagens alienígenas ou de civilizações perdidas. Nós apenas devemos descobrir o melhor jeito de “lê-las”.
Frank Dorland também fez muitas outras observações, menos duvidosas, sobre a caveira de Mitchell-Hedges. Ele afirmou que ela exibia sinais de “rangido mecânico nas faces dos dentes” [fonte: Garvin]. Norman Hammond, um especialista em maias, que examinou a caveira enquanto ela era exibida num programa de TV com Anna Mitchell-Hedges, declarou que ela também tinha furos obviamente feitos com uma furadeira de metal.
A farsa
Da BBC News, em Londres – Duas caveiras de cristal que estão em dois dos principais museus do mundo e eram tidas como artefatos fabricados por povos pré-colombianos são falsificações, de acordo com um estudo de arqueólogos britânicos.
O detalhe é que arqueólogos (da vida real) jamais consideraram os crânios autênticos, e estudos comprovando sua origem muito moderna são conhecidos há décadas. A notícia recente é, claro, conseqüência do lançamento do filme de um aventureiro de chapéu, porque o estudo em questão foi feito em 1996!
A BBC não está só nestes escorregões, já que a AFP cometeu o pecado ainda maior de repetir a lenda de que existiriam apenas doze crânios de cristal espalhados ao redor do mundo. Em verdade há muito, muito mais, e você pode comprar ou mesmo encomendar o seu, feito com quartzo brasileiro.
Hoje em dia existem muitos artesãos, inclusive aqui no Brasil, que produzem crânios de cristal. Mas os descritos acima são únicos e incomparáveis com qualquer obra atual.
Existe um site especializado em todo o mito das caveiras de cristal, onde também é possivel comprar a sua própria. As opções são muitas, o site é americano caso tenha curiosidade clique aqui.
Seja como for, os Crânios de Cristal são objetos maravilhosos e magnéticos, simplesmente fascinantes, e dignos do ícone que é Indiana Jones!
